Urcamp recebe 17ª Mostra Regional do Festival de Cinema com imersão histórica no Museu Dom Diogo de Souza

Museu Dom Diogo de Souza recebeu visitantes do Festival em imersão histórico-cultural. FOTO Jeferson Vainer

A abertura da 17ª Mostra Regional do Festival Internacional de Cinema da Fronteira reafirmou o vínculo entre a produção audiovisual contemporânea e as raízes históricas de Bagé. Através da Urcamp, o evento promoveu uma imersão cultural no Museu Dom Diogo de Souza, onde convidados e cineastas puderam vivenciar o acervo que preserva a identidade da região.

 

Para o reitor da Urcamp, professor doutor Guilherme Cassão Marques Bragança, o acolhimento do festival é um compromisso com a história local. "É com muito carinho que nós, enquanto Instituição de Ensino Superior, abraçamos esta causa. Porque Bagé respira arte desde sempre", destacou. Segundo o reitor, a experiência no museu permitiu aos visitantes sentir "um pedacinho do que é estar, ser e viver Bagé", celebrando a vitória da arte e da cultura.

 

O secretário municipal de cultura e diretor artístico do Festival, Zeca Brito, enfatizou que essa união é fundamental para a realização do evento. "A universidade tem sido a grande parceira deste evento desde o início, na figura do seu reitor, das professoras também, e do Museu Dom Diogo, que recebeu o festival na sua abertura", afirmou.

 

Memória e preservação

Maria Luiza Pêgas, gestora do museu, ressaltou a importância de manter o acervo vivo e acessível. "Este museu tem uma grandiosidade; ele tem acervos da região toda. Com isso, ele faz com que as pessoas compreendam que a memória é para ser realmente preservada, mas a memória da preservação à vida", explicou.

 

A continuidade desse trabalho educativo foi reforçada pela gestora Carmem Barros, que lembrou que os espaços são mantidos pela Fundação Attila Taborda e recebem estudantes durante todo o ano.

 

Integração de acervos

Durante a visita, os convidados também puderam conferir a integração temporária entre as instituições da Urcamp. Devido a reformas em sua sede, parte das obras do Museu da Gravura Brasileira está sendo exibida no complexo do Museu Dom Diogo de Souza. "Nós mantemos aqui um pouco do acervo do Museu da Gravura Brasileira para que ele não fique totalmente escondido", detalhou Carmem Barros.

 

Com esse mergulho na história promovido pela Urcamp, o Festival Internacional de Cinema da Fronteira iniciou sua jornada regional conectando o passado cinematográfico e cultural da cidade com os novos talentos do cinema gaúcho.

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