Arquitetura da Urcamp abre fase de visitação do 1º Simpósio de Escultura do Bioma Pampa
Inserido na programação do XVII Festival Internacional de Cinema da Fronteira (FICF), o 1º Simpósio Internacional de Escultura do Bioma Pampa começou no último dia 4 e deve encerrar as atividades no dia 24 de maio. O evento reúne artistas de trajetórias globais para transformar o emblemático granito rosa da região de Ibaré-RS em obras que dialogam com a paisagem e a identidade de Bagé.
Liderados pelo reitor da Urcamp, professor doutor Guilherme Cassão Marques Bragança, e pela coordenadora de curso, professora doutora Fernanda Barasuol, os acadêmicos do terceiro semestre de Arquitetura e Urbanismo estiveram na Pousada do Sobrado, na tarde desta segunda-feira, 18, onde são preparadas quatro grandes esculturas que devem ficar em Bagé como legado artístico. O grupo de universitários inaugurou o primeiro dia da fase de visitações, que ficará aberta até dia 22. As visitas podem ser feitas nos turnos da manhã e da tarde, das 9h às 12h e das 14h às 18h. Esta etapa é fundamental para que escolas e a comunidade local interajam com o simpósio.
Os artistas trabalham ao vivo, permitindo que o público acompanhe o processo de criação que reconfigura a relação entre o homem e a natureza. Enquanto a maioria dos escultores utiliza a pedra nativa, a artista uruguaia Maria Eloísa Ibarra traz uma proposta em concreto.
O Secretário Municipal de Cultura de Bagé, Zeca Brito, destaca a importância estratégica do simpósio para a região: “Ao trazermos artistas de renome internacional para esculpir o Granito Rosa — a própria pele da nossa terra — estamos transformando a matéria bruta do Pampa em um legado eterno, que coloca Bagé na rota da arte contemporânea e celebra a potência criativa do nosso bioma", avalia.
“Uma grande oportunidade para estudantes e toda a comunidade entender o uso de diferentes materiais que buscam visões artísticas para interpretar a cultura e identidade a partir da escultura”, analisa Bragança. O reitor informa que ampliar a abordagem do festival de cinema para incluir outras modalidades artísticas contribui para a formação estética do público regional.
OS ARTISTAS
Irineu Garcia (Brasil): Arquiteto natural de São Luiz Gonzaga, Garcia vive em Porto Alegre, onde preside o Instituto Yvy Maraey. Com obras em mais de 18 países — o artista é conhecido por suas intervenções em espaços públicos de grandes dimensões que buscam reconfigurar a relação entre o homem e a natureza. Em seu trabalho, já explorou materiais diversos como fogo, neve e vegetação. No simpósio, conta com a assistência de Augusto Rubin.
Dolores Ortiz Minique (México): Belga, radicada no México, Dolores é uma figura central na escultura pública internacional. Mestra em Humanidades, graduada na Universidade de Guadalajara — onde atua como professora há 45 anos — a artista possui monumentos em países como Turquia, Coreia e Canadá. Atualmente, dirige a Divisão de Artes e Humanidades do Centro de Arte, Arquitetura e Design em Guadalajara. Sua produção no simpósio é acompanhada pela assistente Maya.
Maria Eloísa Ibarra (Uruguai): Única artista a trabalhar com concreto nesta edição, Eloísa é vencedora do Grande Prêmio Nacional de Artes Visuais do Uruguai (2016). Sua carreira inclui exposições na Suécia, China e Estados Unidos, além de residências artísticas nos Países Baixos e México. Com ateliê em Punta del Este, suas obras integram importantes coleções públicas e privadas internacionalmente. No evento, trabalha com o assistente Mario Camacho.
Juan Luis Dörr (Chile): Nascido em Santiago e formado pela Pontifícia Universidade Católica do Chile, Dörr baseia sua pesquisa artística na cultura latino-americana. Com vasta experiência em ateliês de prestígio, o escultor acumulou prêmios em concursos que resultaram em diversas obras públicas no Chile e no exterior. No simpósio, desenvolve sua peça em Granito Rosa com o auxílio de Antônio Sobral.
SERVIÇO
- Até 24 de maio.
- Local: Pousada do Sobrado, Bagé-RS.