Urcamp renova guarda de material arqueológico retirado das obras da Barragem da Arvorezinha

Carmen Barros, Maria Luiz Pegas, Gisele Pinheiro, Guilherme Bragança, Victor Peiche e Mônica Palomino

A Urcamp renovou, nesta semana, a carta de endosso institucional para salvaguardar o material histórico retirado das escavações realizadas na obra da Barragem da Arvorezinha, em Bagé. O ato contou com a presença da arqueóloga e arquiteta egressa da instituição, Gisele Pinheiro, e do engenheiro civil Victor Peiche, que integram a equipe técnica do empreendimento. 

 

A renovação da parceria foi realizada em audiência com o reitor, professor doutor Guilherme Cassão Marques Bragança, com a presidente da Fundação Attila Taborda, Mônica Palomino de los Santos, e as gestoras dos museus da Urcamp, Maria Luiza Pegas e Carmen Barros. De acordo com a arqueóloga responsável pela escavação, o material iniciou sob os cuidados da Universidade Federal de Rio Grande - a FURG, mas desde 2018, quando a atividade foi retomada em Bagé, o acordo identificou que o Museu Dom Diogo de Souza respondia positivamente a todas as exigências técnicas para abrigar o material. “Percebemos esta possibilidade e imediatamente, desde 2022, firmamos a parceria que renovada a cada dois anos para que esta parte da história da cidade ficasse aqui mesmo”, destaca Gisele. 

 

Passado, futuro e patrimônio

 

Bragança avalia que o endosso institucional atende a pelo menos dois grandes objetivos. “Cuidamos da história e identidade de nossa cidade e região ao preservar vestígios de nosso passado. Mas, ao mesmo tempo, marcamos nossa função cultural no registro da construção da barragem, aparelho que dá sustentação a todo o processo de desenvolvimento e subsistência de nossa população. Ou Seja, damos testemunho a uma passo que pode trazer solução ao problema historicamente reconhecido da deficiência de abastecimento de água”, aponta.

 

A pesquisadora explica que o conjunto retirado do canteiro passa por algumas etapas antes de ser finalmente destinado ao museu. O processo se dá em etapas de tratamento das peças em laboratório, como a higienização. Em seguida, começam os trabalhos de pesquisa, descrição e catalogação. A arquiteta formada na Urcamp acredita que, nesse método, o ideal é que todo o conjunto esteja no museu ao final das atividades de escavação. “Ao fim, tudo se transforma em um verdadeiro patrimônio nacional. Quando tu achas um artefato arqueológico, ele é da União, E este estará sob os cuidados do Museu Dom Diogo de Souza”, informa.

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