Exposição abre oportunidade para conhecer artistas do Grupo de Bagé

Reitor da Urcamp, professor doutor Guilherme Cassão Marques Bragança

O Museu da Gravura Brasileira, entidade mantida pela Fundação Attila Taborda (FAT/Urcamp), inaugurou na noite desta quinta-feira, 1º, uma mostra especial com entrada franca em homenagem ao grupo dos Quatro de Bagé. Denominada Lugares Gravados: Grupo de Bagé no acervo do Museu da Gravura Brasileira, a exposição traz obras de Danúbio Gonçalves, Glênio Bianchetti, Carlos Scliar e Glauco Rodrigues, os artistas que revolucionaram a arte da gravura com exposições de impacto mundial a partir dos anos 1950.

 

De acordo com as gestoras de museus da Urcamp, professoras Carmen Barros e Maria Luiz Pegas, as obras do acervo do MGB, que podem ser visitadas de segunda a sexta-feira, das 15h às 19h, integram, em sua maioria, o conjunto de exemplares que ganhou reconhecimento em todo o Brasil, como as temporadas de exibição em Porto Alegre mediante convênio de parceria com a Fundação Iberê Camargo. Já no Espaço Caixa Cultural - galeria da Caixa Federal em Brasília (DF), o acervo se integrou a um conjunto de 180 obras que reuniu a grande retrospectiva nacional “Os Quatro – Grupo de Bagé”. A Mostra ficou em cartaz de março a junho de 2025, focando seu objetivo em destacar a popularização da gravura e o ativismo visual do quarteto gaúcho. “É o reconhecimento dos artistas de Bagé como pioneiros da gravura nacional que nos incentiva a manter uma mostra para o próprio público local. É um legado que precisamos manter vivo, não apenas Brasil afora, mas na nossa própria cidade”, argumenta Carmem Barros. 

 

Já o reitor da Urcamp, professor doutor Guilherme Cassão Marques Bragança, disse que o evento renovou sua crença no valor artístico local. “Estou acostumado a ver os artistas e simpatizantes que sempre prestigiam nossas atividades, mas hoje recebo um estímulo maior. Identifico no interesse demonstrado pelo jovem Leonardo Chagas Morales, de 11 anos, uma energia que alimenta a todos os que acreditam na arte e na sua função transformadora”, aponta Bragança. Estudante do quinto ano do Colégio Espírito Santo, Leonardo, que é filho de Maria da Graça Chagas e de Leonardo Morales, foi desafiado a produzir um trabalho sobre memória coletiva. “Escolhi fazer do Museu da Gravura Brasileira porque é diferente do que se faz nos trabalhos. E é um espaço perto da minha casa e que gosto muito”, relatou o jovem ao mostrar o trabalho que vai apresentar na escola.

 

O QUE - A exposição  Lugares Gravados: Grupo de Bagé no acervo do Museu da Gravura Brasileira pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 15h às 19h no Museu da Gravura Brasileira. 

ONDE - Rua Coronel Azambuja, 18. 

 

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