Cinejornal da Urcamp registra bastidores do Festival Internacional de Cinema da Fronteira

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Por Maria Clara Ribeiro, Mariana de Freitas e Maria Leonora Lehr, acadêmicas de Jornalismo da Urcamp

 

A 17ª edição do Festival Internacional de Cinema da Fronteira teve início no último dia 27 e, junto com ela, traz mais uma cobertura realizada pelos alunos do curso de Jornalismo da Urcamp. O projeto Cinejornal proporciona aos acadêmicos uma experiência prática de produção audiovisual, com filmagens diárias que documentam os acontecimentos ao longo da programação do festival. Montado de forma híbrida entre telejornal e curta-metragem, o cinejornal é exibido diariamente antes de cada mostra competitiva. Assim, a iniciativa coloca os estudantes em contato direto com a rotina profissional do jornalismo.

 

Ao aproximar os alunos da realidade do mercado de trabalho, o coordenador do curso de Jornalismo, Glauber Pereira, destaca a importância da experiência: “Esses 18 alunos têm a oportunidade de produzir, juntos, peças audiovisuais que contam a história do festival. Não apenas pelo fato jornalístico ou pela arte, mas também pelo registro histórico”. Pereira também destaca que o evento permite aos acadêmicos a produção de uma revista que está na quarta edição e, agora, também, com boletins de rádio como exercício proposto pela professora Cristiane Pereira. “Então, temos uma comunicação estabelecida em sistema interdisciplinar e multimídia a serviço da formação e da cultura”, conclui o coordenador.

 

O professor de Jornalismo Jeferson Vainer detalha a proposta pedagógica da edição deste ano, marcada por uma maior autonomia dos estudantes na construção do conteúdo. “Busquei promover o mínimo de interferência na produção do Cinejornal deste ano para que os alunos tivessem a liberdade de expressar sua visão de festival, em consonância com a própria ideia do evento de ‘volver a los 17’. Ou seja, trazer a visão dos jovens sobre essa experiência”, explica.

 

A estudante Renata Meneses, que participa pela primeira vez da iniciativa, também ressalta o impacto da participação no projeto. “O Cinejornal é algo inspirador, criativo e desafiador”, afirma.

 

Ao comentar sobre a importância do projeto dentro do festival, o secretário de Cultura de Bagé, Zeca Brito, demonstrou apoio e reconhecimento à iniciativa. “É o símbolo de uma integração comunitária. O Cinejornal, além de constituir um patrimônio imaterial para o festival e para a cidade, também é um espaço de exercício e amadurecimento profissional”, destacou.

 

O Cinejornal contribui para o fortalecimento do movimento sociocultural bajeense, ao mesmo tempo em que evidencia o talento e a dedicação dos futuros profissionais da comunicação. Mais do que registrar o festival, o projeto consolida-se como um espaço de formação, memória e conexão entre cinema, jornalismo e comunidade.

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