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Estudantes de Pedagogia visitam escolas no Uruguai e conhecem metodologias de ensino

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A quarta-feira, 15, foi marcada por uma viagem técnica para cerca de 50 acadêmicos do curso de Pedagogia da Universidade da Região da Campanha (Urcamp). Os discentes acompanhados da professora Josefa Souza e da diretora do Centro de Ciências da Educação, Humanidades e Arte (CCEHA) e coordenadora do curso, Marlisa Fico, visitaram três escolas públicas no Uruguai. As visitas tinham como objetivo conhecer o sistema de ensino, perceber as diferenças e semelhanças com as escolas do Brasil, além dos procedimentos curriculares, avaliações e outras atividades desempenhadas pelos professores no Uruguai.

O roteiro iniciou cedo da manhã. A “Escuela 74”, em Aceguá, foi a primeira visitada. Os discentes acompanharam a chegada dos alunos na instituição, a infraestrutura e os métodos de trabalho. Recepcionados pela diretora Luci Oliveira, ela explicou que a escola funciona das 8h às 15h30 e atende 80 crianças, sendo que apenas um professor trabalha com a turma durante todo o dia. A instituição teve a opção de escolher qual língua que seria trabalhada com os alunos e, na semana, os estudantes aprendem o português. Já duas vezes na semana, as crianças têm aulas de educação física.

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A gestora descreveu algumas curiosidades, como, por exemplo, que para ser diretor é necessário fazer concurso público e, que, para se aposentar é necessário trabalhar cerca de 30 a 35 anos. A escola conta com um supervisor, que é itinerante e orienta as equipes diretivas. Na instituição apenas um docente é morador de Aceguá e os demais viajam diariamente de Melo.

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Isidoro Noblía

A segunda instituição visitada ainda pela manhã foi a “Escuela 99”, em Isidoro Noblía, Cerro Largo, que funciona das 8h às 16h. A diretora Hilda Cruz contou que na escola os professores que tem aptidão por determinada área, como, por exemplo, matemática, leciona para todas as turmas. Com semelhança de ensino da primeira escola visitada, a direção contou, ainda, que é trabalhada a língua portuguesa, educação física e artística.  

Hilda falou, também, sobre a remuneração no Uruguai para os professores. Segundo ela, apesar dos mestres terem outros cursos, como especialização, não há alteração na remuneração e para ganhar uma gratificação ou subir o salário é necessário trabalhar quatro anos, porém o incentivo é muito baixo. 

As crianças se despediram do grupo de acadêmicos mostrando os tablets e computadores que recebem para estudar diariamente, além de cantarem uma música do país, mostrando os seus talentos e agradecer pela visita.

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Ciudad de Melo

As visitas encerraram à tarde na “Escuela Dois”, na Ciudad de Melo. A instituição conta com 527 alunos e há turmas pela manhã, das 8h às 12h e a tarde, das 13h às 17h. A diretora Sandra Caticha mostrou as instalações e explicou que a escola conta com 25 mestres. Como as demais instituições, o educandário recebe alunos especiais, mas os professores não têm um assessoramento. Neste caso, os educadores decidem como vão trabalhar com a criança, pois há uma escola especial para eles. A família, segundo a diretora, é quem decide se deseja matricular o aluno na escola específica para eles.  Sandra também falou das dificuldades para manter a escola, pois o recurso do governo não é alto e, neste caso, eles se mobilizam com ações para arrecadar fundos e investir em melhorias. Em casos extremos, o governo investe no que está sendo necessário.

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A experiência para os discentes

As escolas visitadas oferecem do primeiro ao sexto ano (Educação Infantil e Fundamental). Para os discentes, o momento foi de conhecer a realidade da educação do país vizinho. Juliana Vaz, 21 anos, do oitavo semestre, diz que é uma oportunidade de observar as escolas do Uruguai, visto que, eles convivem com mais frequência e conhecem a realidade das escolas públicas de Bagé.  Um dos fatores que chamou atenção de Juliana foi o uniforme que as crianças utilizam, sendo um jaleco padrão com top para meninos e meninas.

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A discente Silvia Oliveira, 36 anos, também do oitavo semestre, enfatiza a importância da viagem. “É uma oportunidade de conhecer o país e o sistema de ensino que é bem diferente”. A estudante comenta que, apesar da situação da educação no Brasil, a inclusão nas escolas brasileiras está mais avançada do que o Uruguai.

O formando Edhu Maciel, 24 anos, vai levar a experiência para sua carreira profissional e garante que a visita foi positiva e fundamental para formação. “Excelente vivência de conhecer outras realidades, métodos e como o professor se insere nas escolas”, destaca. Para o jovem o que lhe chamou a atenção foi a disciplina dos alunos e a organização. “É diferente. Não estamos acostumados”, salienta.

A professora Marlisa Fico diz que a viagem superou as expectativas e destaca a receptividade das escolas. “É um marco na vida acadêmica. Uma grande interação entre os acadêmicos e as diretoras com os relatos de experiências das escolas”.

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